Sol e sombra

Hoje escrevo sobre mim, mas para Nós.

Estamos numa fase muito interessante, “curiosa”, da humanidade que me fascina e desperta entusiasmo por estar aqui nesta experiência humana, neste momento de evolução.

E ter as ferramentas, o conhecimento e determinação para fazer os passos necessários nesta transição é um privilégio, e ainda mais ver tantos seres nesta jornada a caminharem lado a lado, mesmo que cada um no seu passo.

Há uns anos uma pessoa muito especial partilhou comigo, num momento de pura intuição, que o mundo iria mudar e seria muito difícil para mim. A minha resposta, também espontânea nesse momento foi “eu sei, mas eu estou preparada, não te preocupes”.

E este momento ficou gravado nas minhas células e tem ajudado a manter a serenidade e foco no momento que vivemos em consciência da importância que cada decisão, cada ação, cada palavra e principalmente a frequência em que vibramos, é tão importante e potencialmente transformador!

O mundo, a humanidade, o planeta, estão a mudar, e a forte aceleração e os desafios naturalmente associados à transformação trazem momentos difíceis que exigem gestão de energia, foco no presente e autoconhecimento e respeito, por nós e pelo outro.

Sou grata pelos 21 anos de imersão no Human Design e processo de experimentação e experienciação, que me permitem que, mesmo sentindo algum cansaço energético pela exigência destes tempos, feche este período e entre em férias com grande alegria e amor.

E ter fechado o ano letivo com uma turma de 39 alunos no PTL3 com uma entrega e frequência tão puras, ainda mais ajudou a esta sensação de que tudo está certo como é, e a cada ser que escolheu a PHDS este ano e sempre, a minha gratidão.

Como dizia o Ra “It is what it is”, não há certo nem errado, há vida.

A gratidão em cada dia pelo que vivemos, sentimos, aprendemos, partilhamos e somos é essencial. Esta gratidão potencia a pequena luz no meio da escuridão que cada um é quando escolhe sê-lo, e mesmo que apenas uma pequena percentagem da humanidade o faço, a luz é visível.

Todos os dias temos razões para sorrir e se focarmos na beleza e alegria das pequenas grandes coisas, sabemos que o Fernando Pessoa sabia do que falava quando dizia que “Tudo vale a pensa se a alma não é pequena”.

No Livro que estou a ler do Murakami “A cidade e as suas muralhas incertas” o autor fala da possibilidade de perdermos a nossa sombra e de quão difícil é separarmo-nos dela. É difícil, demora tempo, exige desapego, libertação, e embora seja um tema complexo, sem formas fáceis nem iguais para cada um, todos somos capazes e a sabedoria é manter a vitalidade e compaixão pelo próprio processo de libertação. E mesmo assim, sentir amor pela nossa sombra.

Se ressoar no vosso ser, visitem a página da PHDS para mergulharem ainda mais na vossa essência.

Desejo um bom verão, aproveitando os raios de sol e a sua fundamental energia para a vida, e coragem para libertar o que já não pertence.

Em amor, e em férias até 15 Agosto 😊
Idalina

Morada

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