O Artista

Que bom ter um livro e poder lê-lo! 

Este primeiro romance desta jovem escritora inglesa é realmente poético, cinematográfico, profundo e inspirador. 

Quando o jornalista descreve o pintor como Mestre da Luz, e com toda a profundidade que transmite, mas que recomendo lerem para sentirem e não ser apenas a minha visão e sentir do que é tão romanticamente expresso, tantas mensagens se podem extrair da importância da arte na fase em que todos estamos, de mutação, transformação, evolução ou apenas mais um degrau no despertar do sonho em que vivemos, e do descortinar do véu, como falei no texto anterior. E como a Luz também tem tantas sombras… 

Há muitos anos escrevi um romance (não publicado) onde escolhi um cenário semelhante ao deste romance, num dos muitos pontos deste planeta que considero tão inspiradores com paisagens que nos levam a um despertar e olhar para dentro e ver com outros olhos, um olhar de dentro.

Ontem, enquanto terminava de ler este livro/poema olhava para uma paisagem com o sol a refletir na água do nosso Douro ao final da tarde e agradeci por todos os momentos, livros, paisagens, sentimentos, emoções, intuições, e experiências que este planeta e humanidade me têm permitido viver. 

Sermos capazes de viver como se tudo fosse arte, como se cada objeto, paisagem, pessoa, alimento, acontecimento, sejam ar que respiramos, cada inspiração e expiração, essenciais à vida, não haveria dispersão, distração, ansiedade, comparação, procura de algo fora, seja de identidade ou propósito, prazer ou preenchimento seja do que fosse, porque na verdade estaríamos sempre em total abundância. 

Ainda não terminou o verão, e ainda teremos muitos dias de luz, sol, calor, para nos fortalecermos, enriquecermos, “encher” de energia e vitalidade e nos prepararmos para uma nova fase e por vezes em interação com outros seres que amamos, escolhemos e com eles aprendemos, se soubermos estar em aceitação da diferença e sem julgamento. 

A porta 1 no Human Design tem o nome “O Criativo”, a porta da auto expressão, com raiz numa direção única, respeitando a diferenciação, sendo uma força primordial, não estando focado em ser melhor do que outros, nem tendo necessidade de ser visto ou chamar a atenção pela originalidade.

Esta criatividade e força primordial de expressão criativa, seja em que área da vida for (cozinhar, jardinar, ensinar, …) é apenas uma consequência de viver a natureza mais pura de cada um e sendo autêntico. Como diz a autora deste romance, só quando somos quem somos e sem falsidades nem vaidades, é que conseguimos criar a partir de nós mesmos.

Deixo aqui uma descrição, em inglês, da definição desta característica no Human Design para que cada um a “traduza” de forma única:

“New ways of expressing our authentic self, we empower others to consider new perspectives or new ways of being in the world. We may even change our creative direction. Creativity inspires others by example, and for impact to be properly felt and appreciated, it requires interaction with the world.” 

E como diz o Rick Rubin:
“A criatividade não é uma habilidade rara. É uma forma de se relacionar com o mundo.”
“A melhor bússola criativa não é a aprovação dos outros, mas o que é verdadeiro para nós mesmos.”

Partilho convosco que, cada dia que passa, sinto mais a transição já evidente: 
Da mudança.  
Da separação.  
Da verdade.  
Da beleza pura e não superficial.

Com amor e gratidão por cada um de vós com quem tenho a oportunidade de, em interação, Ser, com alegria, 
Idalina

Morada

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