Música e frequência

Escrevo este texto no dia mundial da música.

Apesar de ser questionável a relevância destes dias mundiais, há sempre o lado positivo e o facto de neste dia muito se falar sobre um assunto, neste caso a música, o que aumenta a frequência do planeta focada em algo específico.

Mas agora vai parecer um daqueles títulos enganadores das técnicas de marketing porque o que me inspirou a escrever hoje não foi inicialmente a música, mas algo que pode parecer dissonante, mas talvez não seja.

Como muitos sabem, somos influenciados pelos “trânsitos” em cada dia e acabámos de sair nos últimos dias da influência da energia da Correção que está ligada a um tema tão atualmente falado, o julgamento.

Não julgar. Parece óbvio, mas será realmente assim tão linear?

O que move de certa forma a evolução do ser humano, partindo do nosso ADN, é um desejo de procura de “perfeição”, ou visto por outra perspetiva, uma reação natural à imperfeição.

A mente analisa, racionaliza, conceptualiza, aprende e ensina, sendo tudo isto uma forma de julgamento.

O que pode ser e quase sempre é negativo, é a frequência desse julgamento e identificação da mente com esses pensamentos.

Se associado ao julgamento não vierem queixas, reclamações, vitimizações e um foco no “ter razão” perante o outro com base nesse julgamento, a frequência não será negativa e será apenas uma visão pessoal de algo.

E se formos capazes de realmente perceber a irrelevância desse nosso julgamento e não o projetarmos nos outros, até porque muitas vezes são na verdade auto julgamentos, a frequência não é alterada.

Se algo precisa realmente ser resolvido, a maior sabedoria é manter a frequência elevada. Um exemplo disto é quando estamos doentes, por exemplo com uma gripe, é essencial que o sistema imunitário esteja forte para a recuperação.

Assim, o melhor caminho poderá ser usar a capacidade de julgar de forma objetiva, “impessoal”, e quem o faz ir aprendendo a fazer a partir da essência do seu ser e não principalmente através da mente. E aqui entra a inteligência emocional (em desenvolvimento) para saber qual o momento e formas mais adequadas.

Quando acontece desta forma, tal julgamento poderá servir o todo, sendo essencial para este contributo a não existência de angústia ou insatisfação criadas pela procura da perfeição.

Não sei explicar o porquê, mas sempre afirmei, desde a adolescência, que o Universo é perfeito. E na altura a minha vida estava longe de todos os conceitos possíveis de perfeição! 😊

Se isto realmente for verdade, para quê procurar aperfeiçoar algo que simplesmente é como é. Isto não significa que não estamos desenhados para continuar a evoluir, claro que sim, e como disse no início deste texto é da nossa genética fazê-lo, mas com a consciência que nada nos falta nem à existência em si. Não partindo dum lugar de falha ou falta.

A frequência será a correta, a harmonia do universo será cada vez maior, contribuindo para o equilíbrio natural.

E é aqui que entra o papel cada vez mais importante da melodia e harmonia da música, porque para todos os pontos deste último parágrafo ela contribui.

E cada ser que se conhece cada vez mais e mais profundamente – com as Análises Iniciais e o Workshop Viver o Teu Ser – contribui com cada célula do seu ser para esta mandala colorida e harmoniosa que é o universo.

Com amor,
Idalina Fernandes

Morada

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