Mudança ou Mudanças?
Aceitar ou resistir?
Escrevo este texto a ouvir a música “Changes” de David Bowie.
“Still don’t know what I was waitin’ for
And my time was runnin’ wild
A million dead end streets and
Every time I thought I’d got it made
It seemed the taste was not so sweet
So I turned myself to face me
But I’ve never caught a glimpse
How the others must see the faker
I’m much too fast to take that test”
Talvez aqui esteja expresso um resumo do muito que tenho ouvido nos últimos tempos.
A urgência da mudança, a consciência da ilusão (ou ilusões), a quantidade de caminhos percorridos na esperança duma solução fora para no fim nada ser “tão doce” como esperado, e a necessidade de “olhar para dentro” e perceber que a verdade e a mudança têm de ser “feitas” aí e que não é mais possível disfarçar nem fazer “shortcuts”.
E logo a seguir lembrei-me de uma das músicas que mais ouvi durante os anos da minha mudança nos meus 40’s “Dog days are over” de Florence and the Machine, cujo refrão me deu uma força incrível:
The dog days are over, oh
The dog days are done
Can you hear the horses?
‘Cause here they come
Cavalo, o animal que tenho aprendido a apreciar de perto graças ao fascínio da minha filha pela equitação.
E que animal incrivelmente forte, carismático, único na sua individualidade e que representa de certa forma a mudança atual.
O cavalo pode ser um símbolo de coragem, confiança, liberdade e necessitamos de tudo isto neste momento!
O taoismo convida-nos a ser a própria mudança e que a verdadeira paz é encontrada quando se aceita que “a vida é uma série de mudanças naturais e espontâneas”.
Mas esta só acontece quando fluímos com o movimento cósmico e não resistimos à mudança, não a forçamos, mas a permitimos com o “coração” aberto e o “ego” suficientemente dissolvido para acedermos à Consciência.
Aproveito para dizer que muita alegria me traz ver estes temas abordados num “romance” português “O Sexto Sentido” do José Rodrigues dos Santos, do qual deixo um pequeno excerto para reflexão:
“Quanto mais intensa é a atividade do ego, mais centrada em si está a pessoa e menos conexões ela sente com o mundo à sua volta.”
O ego não é o inimigo, mas o excesso de filtros pode trazer distorção e “poeira” que impede de ver mais claramente a beleza e magia da vida.
Quando já não é só o “eu” mas o Ser, podemos apreciar a verdadeira beleza da água num riacho, um animal a correr num prado, ver cores nunca vistas, ouvir notas nunca escutadas.
E o que tem tudo isto a ver com a mudança, ou mudanças?
TUDO!
Porque sem esta consciência, assim como tantas outras, não seremos capazes de fluir com as mudanças que estão a acontecer fora e dentro de nós.
A sabedoria popular diz “quem muda Deus ajuda”.
Então, vamos permitir que o Deus de cada um ajude à mudança e que o divino em nós facilite a mudança?
Em amor,
Idalina
