Vou começar por deixar uma definição de Julgamento cujo autor não vou identificar para diminuir a possibilidade de julgamento. 😊
“enquanto a mente concreta está em formação, necessita comparar e deduzir. Ao atingir um certo grau de evolução deve transcender esse mecanismo e abrir-se a outros “mundos”, por exemplo o intuitivo. Qualquer que seja o grau evolutivo do indivíduo, o julgamento e a crítica impedem a sua correta perceção da realidade, restringindo a sua visão”
É apenas uma definição, e muito mais poderia ser dito sobre este tema.
No Human Design, o julgamento existe para encontrar padrões que contribuam para o futuro do coletivo, devendo ser impessoal e ser feito a partir da intuição não da mente.
A expressão “pensar com o coração” poderia ser utilizada aqui, sem deixar que essa perceção impeça de ver a perfeição do que é, existe.
E muitos dos julgamentos feitos pela mente surgem duma mente que se considera vítima de algo ou alguém, partindo de um lugar de dor e não apenas uma conceptualização pura, imparcial.
Sem querer confundir, mas apenas deixando temas para reflexão, no livro “A Supraconsciência”, de Manuel Sans Segarra, ele explica que podemos ver a mente como a antena de um rádio, como um recetor da consciência, e assim podemos aceder a uma maior profundidade da vida e da existência para lá do que mente é capaz de entender, deduzir, e aceder à consciência.
E o resultado é vivermos com mais compaixão, sentido de propósito natural e paz.
“Drink from the Nile”
Li esta expressão e algo em mim ressoou e me fez refletir. Claro que não é literalmente, porque nem do Douro beberia, então muito menos de um rio que atravessa uma cidade onde passam diaramente 30 milhões de pessoas.
Mas há lugares que são realmente míticos, que trazem ou relembram, a magia da vida, da evolução humana e do fascínio pelo desconhecido.
Dizem que um dos maiores medos do ser humano é o medo do desconhecido, mas sem arriscar, sem entrar em algo desconhecido, e sem saber onde nos levará, como seria possível evoluir?
E correndo o risco de soar fútil, algo que me divertiu foi ter visto no novo museu do Cairo as jóias do Tutankhamun que são ainda hoje inspiração para a bijuteria até dos nossos adolescentes (não iria dizer por mim, porque também já sou antiga 😀)
Voltando ao desconhecido, ninguém sabe na verdade como nasceram as pirâmides e tudo o que foi criado nessas épocas, mas o fascínio de tocar nas pirâmides e sentir a energia que transmite a sabedoria é real e inspirador.
Escrevo este texto nas margens do Nilo, a ouvir os habitantes locais a rezar na mesquita ao lado. O sol brilha, o trânsito é intenso, o policiamento e segurança sempre presentes. Mas também os sorrisos puros, o cuidado com os visitantes, relembram algo tão importante: o respeito pela diferença!
Nas conversas com egípcios não senti julgamento, racismo, desrespeito por ser mulher, nem sentimentos de inferioridade ou superioridade, nem moralismo.
Apenas reinou a aceitação, respeito e gratidão, e até de certa forma, admiração por sermos apenas mulheres a viajar em serenidade e descoberta por uma cultura tão interessante.
Com amor e compaixão por cada um de nós,
Idalina Fernandes
