Humildade

Que verão!

Calor delicioso, chamas destruidoras.

Natureza encantadora misturada com paisagens desoladoras (esta foto foi tirada no Gerês, perto da barragem de Vilarinho das Furnas).

Será uma preparação para o renascer das cinzas a partir de 2027?

Talvez sim, talvez não. Nunca o saberemos! Tanto está a acontecer e tantos significados e razões se procuram, tantas discussões sobre os “porquês” e “para quês”, quando na verdade muito pouco sabemos.

E o que sinto é a importância da humildade necessária nestes tempos.

A palavra humildade vem do latim “humilitas” e está relacionada com a “húmus” que significa terra, evocando uma ligação com a terra e a condição humana. E recordo-me de em tempos ter lido e anotado esta descrição da palavra humildade que muito me tocou:

“estado no qual a consciência humana reconhece a omnipotência e a omnipresença da Vida Única e a ela se entrega, sendo um requisito para as várias etapas da vida”

E também o Ra afirmava algo que sinto estar relacionado, de alguma forma:

“the biggest mistake people make when they get familiar with Human Design is that they think they know who they are, what they will be, and what is coming”.

Quem realmente está “desperto” sabe que não sabe descrever quem é porque tal estaria a ser conceptualizado pela mente. E sabe que seguir estratégia de vida e autoridade interna para fazer as suas escolhas leva a uma vida em mutação.

“what writes the future is life itself”

Quantas vezes sonhamos com um futuro que nos parece ser o ideal e ficamos tanto nesse imaginário que nem vemos o que está mesmo à nossa frente em cada momento nem “vemos” (amamos) quem realmente somos.

Vimos o filme “Élio” esta semana e recomendo pelas várias mensagens bonitas para este momento em que tantos desejam “escapar” do planeta Terra 😊. E sem querer ser “spoiler”, vale a pena aceitar, com humildade, que é aqui que temos o nosso papel, em amor.

Todos temos desafios, perdas, desejos e até por vezes querer algo que os outros têm ou “são”.

Mas é na nossa singularidade e com a verdadeira humildade para aceitar que se algo e não está disponível para nós, é porque na verdade não o necessitamos para o nosso caminho e conexão. Digo isto, assumindo que estamos a respeitar o nosso ser verdadeiro, seguindo estratégia e autoridade interna e todo o nosso manual único.

Este é um processo de refinamento, melhoria gradual e elegante, que requere tempo e paciência.

Deixo mais uma reflexão:
Todo o nosso ADN começa com o “códon” da porta 41 – fantasia, contração, decrescer: a limitação de recursos que maximiza o desenvolvimento do potencial máximo, e que encontra do outro lado do canal a porta 30 – sonhos, fogo ardente: liberdade reconhecida como ilusão, e limitação aceite como destino.

Assim, se deixarmos a ilusão do controlo, da libertação do querer, vivendo em amor e com a humildade de aceitar a magia e perfeição da vida e universo, tudo acontece no momento, lugar e forma certa.

Com amor, gratidão e humildade,
Idalina

Morada

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