Destino

Este texto foi escrito em fevereiro, mas quis o destino que só seja publicado agora. 😊

Em fevereiro celebrei 56 anos e a característica de Human Design mais impactante no meu mapa é a chamada Porta de Sentir, do Fogo Intenso (“Clinging Fire”).

Esta ativação tem trazido grandes aprendizagens, desafios e por vezes dores emocionais.

Sou um ser emocional, segundo o HD, ou seja, vivo uma química emocional que funciona como uma “onda” e que me ensinou, entre tantas outras coisas, que não há verdade no agora e que as decisões só surgem com o tempo como aliado, e a serenidade como sabedoria.

Saber isto e confiar que tudo será como o destino ditará, e que não devo ter expectativas de nada, levou-me à aceitação genuína de que não controlo nada.

E quando sigo o meu sentir, sem impulsividade e sem racionalidade, tudo o que vem a seguir, todas as consequências, são parte da experiência, e não é bom nem mau, apenas experiências.

E o equilíbrio só é assim possível através da rendição verdadeira e aceitação que as coisas são o que são, que a vida é o que é.

Experienciar a vida desta forma traz muita liberdade e paz real:
“Freedom recognized as an illusion, and limitation accepted as fate”

Deixar de ser comandada pelo desejo ou pressão para viver a fantasia, e aceitar as limitações que vão surgindo, traz sabedoria com o tempo, e esta pode em certos momentos ser partilhada com os outros.

Um dos participantes no Workshop Viver o Teu Ser do início deste mês (foto) disse que sou uma “storyteller” 😊. Sorri e reconheci uma vez mais a magia de todas as experiências, tantas vezes  dolorosas no momento, mas que tanto me têm ensinado e me divertem até, quando, com leveza e distanciamento, as recordo.

Também em fevereiro fiz uma lesão a fazer algo que adoro: montanha, neve, amigos.

Muitas opiniões, observações tenho ouvido, e sei que quem o faz é com carinho ou preocupação, mas o que sei internamente é que se segui o que senti, nada disto é um “acidente”, mas sim um meio para algo que a nossa mente desconhece, e que o meu senso de destino aceita.

A intuição vai dando dicas e devemos estar atentas aos seus alertas, mas não devemos viver no medo e fugir às experiências.

Se ficarmos presos ao medo, não viveremos as ricas experiências da vida, e no meu caso, o tal fogo intenso e sentir, deixaria de existir e a minha luz no mundo seria apagada e o contributo para o coletivo limitado.

Está a ser um ano, mais um, verdadeiramente intenso, e ter o privilégio de estar a viver as minhas experiências, observar a evolução da humanidade, ensinar mais uma incrível turma de PTL1 desde janeiro e continuar a sentir o quanto o HD tem contribuído para a serenidade, aceitação e compaixão de quem entra nesta viagem com os níveis de formação, é um sonho tornado realidade.

Sim, porque esta porta também é a porta dos sonhos que só se poderão eventualmente realizar se seguirmos a nossa estratégia e autoridade, e mesmo assim, nada garante que se realizarão. Está nas mãos do “fate”.

Com amor,
Idalina Fernandes

Morada

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